Ainda há Tascas em Lisboa

Em Lisboa, as tascas, lugares populares para comer a preços convidativos, já estão em vias de extinção. Agora que estamos na época dos caracóis e das sardinhas assadas, são locais de visita obrigatória para a Best Experience Lisbon.

Todavia, as tascas são mais do que restaurantes modestos e em conta, são objetos turísticos que representam o modo de ser genuíno dos portugueses, mostram como recebem pessoas de todos os lugares e aparências como se fossem vizinhos ou conhecidos de há muitos anos.

Muitos empregados e proprietários de tascas fazem conversa e ouvem os clientes, revelam fraquezas humanas sem qualquer pudor e servem vinho e comida como se estivessem na própria casa.

 

Central das Avenidas4

Zé Pinto Taberna

Central das Avenidas2

 

O trio que constitui o Top 3 dos pratos mais portugueses das tascas são: os caracóis, um dos petiscos portugueses mais originais, o “escargot” português, mais miudinho e mais saboroso; a sardinha, assada na brasa e acompanhada por salada de pimentos e vinho da casa, e o cozido à portuguesa, um prato mais substancial que reúne enchidos e carnes cozidas além de legumes.

Algumas tascas são verdadeiros santuários ou museus não oficiais de clubes de futebol como o Benfica, o Sporting ou mesmo o Porto porque o a “bola” é o tema preferido de conversa de muitos taberneiros. A decoração mistura muitos motivos, não apenas os cachecóis do clube do coração como altares dos santos padroeiros, passando pelo famoso Zé Povinho de louça criado por Bordallo Pinheiro, que avisa quem não quer pagar, e pelos calendários mais picantes.

As tascas lisboetas surgiram como carvoarias, fundadas por galegos no século XX, em que era habitual ter uma sala onde se comiam petiscos e bebia vinho. Com a mudança de fontes energéticas, o negócio teve forçosamente de se adaptar e os comes e bebes foram o ramo natural para muitas carvoarias.

Os bairros de Lisboa, todos eles, ainda mantêm alguma tasca escondida como Alcântara, Algés, Avenidas Novas, Bairro Alto, Baixa, Mouraria, São José, Pampulha, Campo de Ourique, Benfica e Lumiar, por exemplo.

Aliança Velha, a aguardente bebida em todas estas tascas juntou-se a Tiago Cruz e Marco Dias para fazer uma rota das mesmas que resultou num guia bilingue das tascas mais populares na perspetiva dos autores e editado pela Oficina do Livro.

Muitas se confirmam, claro, como a Modesta da Pampulha e os “melhores pastéis de bacalhau de Lisboa”; a Tasca do Esteves, para os caracóis; a Central das Avenidas para bifana (carne de porco no pão) e a salada de orelha de porco; o Bota Feijão (Olivais) para o Leitão Assado à Bairrada, querido em todo o país; a Parreirinha de Algés e as sardinhas.

Mas há outras que não constam de nenhum guia como A Licorista, onde o poeta e escritor Fernando Pessoa se diz ter proferido a frase “Apanhado em flagrante delitro”; a Adega do Rossio; o Alcobaça, junto ao Largo do Carmo, com ótimas sardinhas e muitas outras por descobrir.

Venha descobrir esta Tascas tipicamente Portuguesas com a Best Experience Lisbon.

 

Share This